Céu de Abril II
É de você quem eu roubo os versos da minha vida-poesia
Aos fracassos,
O detalhe do seu caminhar
Dos seus olhos
O verde da minha poesia
Da sua pele
O rosa da minha poesia
E da ausência a doença dos meus pulmões
Às tosses,
O tom metálico do seu sorriso
Em um ritmo,
Sempre tão obsessivo,
Dou vida a um quase-amor
Que de mim fez um quase-ser
Quase vivo, quase morto
Aos delírios do meu coração,
O som estridente da sua voz
E como eu queria acordar em um tempo
Em que todo céu fosse Céu de Abril
s.o.m.a.
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