quinta-feira, julho 24, 2008

XIII

Céu de Abril II

É de você quem eu roubo os versos da minha vida-poesia

Aos fracassos,
O detalhe do seu caminhar

Dos seus olhos
O verde da minha poesia
Da sua pele
O rosa da minha poesia
E da ausência a doença dos meus pulmões

Às tosses,
O tom metálico do seu sorriso

Em um ritmo,
Sempre tão obsessivo,
Dou vida a um quase-amor
Que de mim fez um quase-ser
Quase vivo, quase morto

Aos delírios do meu coração,
O som estridente da sua voz

E como eu queria acordar em um tempo
Em que todo céu fosse Céu de Abril

s.o.m.a.

Nenhum comentário: